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28 de maio de 2012

~



"Os amantes de hoje preferem a droga mais leve, o tabaco mais light ou o café descafeinado. Já ninguém quer ficar pedrado de amor ou sofrer de uma overdose de paixão. As emoções fortes são fracas e as próprias fraquezas revelam-se mais fortes. Os amantes, esses, são igualmente namorados da monotonia e amigos íntimos da disciplina. O que está fora de controlo causa-lhes confusão, e afecta-lhes uma certa zona do cérebro, mas quase nunca lhes toca o coração. O amor devia ser sonhado e devia fazê-los voar; em vez disso é planeado, e quanto muito, fá-los pensar. 

 Sobre o amor não se tem controlo.

É um sentimento que nos domina, que nos sufoca e que nos mata. Depois dá-nos um pouco vida. No amor queremos viver, mas pouco nos importa morrer e estamos sempre dispostos a ir mais além. Deixamo-nos cair em tentação, e não nos livramos do mal, embora procuremos o bem. No amor também se tem fé, mas não se conhecem orações: amamos porque cremos, porque desejamos e porque sabemos que o amor existe. Amamos sem saber se somos amados, e por isso podemos acabar desolados, isolados e deprimidos. Que se lixe! O amor não é justo, não é perfeito; no amor não se declaram sentenças nem se proferem comunicados. O amor prefere ser imprevisível, cheio de riscos e de fogo cruzado. No amor os braços não se cruzam, as palavras não se gastam e os gestos servem para o demonstrar. Amar também é lutar, e enfrentar monstros fabulosos com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. É uma ilusão, um sonho, um absurdo e uma fantasia. O amor não se entende, não se interpreta, não se discerne nem se traduz. Quem ama acredita, mas não sabe bem porquê, não sabe bem o quê, nem percebe bem como."  ~ Rogério Fernandes, in 'Alterne Activo'




' quero ser funcionário, com cargo honorário e carga de horário e um ponto a picar '

 no Teatro do Bairro Alto, a 21 de maio de 2012


O Mendes implorou com João Só para que o seu amor não entrasse no comboio, com o conselho de a cidade não lhe assentar bem. Também todo Azeitona e galanteio, o Miguel, convidou as mais bonitas raparigas do norte, a ver os aviões a Leixões e recordou como eram aqueles cartoons que víamos nas manhãs da rtp1. Agora, arrisca a solo, o confronto com todos os maridos deste país! Uma ousadia…


“ Se alguém pudesse pôr um fim à maldição
Que entristece a nossa anti-geração
Talvez se o Maradona ainda jogasse futebol
E o rock and rol ainda fosse a canção

Tantas memórias, tantas pontas desconexas
Se o Chuck Norris ainda fosse o rei do Texas
E derrubasse o muro entre nós e o amanhã
Sem fé no futuro, rumo ao passado, a cantar

Não ficamos à espera, não sustemos a respiração
À espera que o D.Sebastião nos traga a redenção
O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o fizz limão, ai o fizz limão, há-de voltar
Num dia de sol o fizz limão há-de voltar (…)” - maj


27 de maio de 2012

' uma taberna cravada, no lugar vazio do coração '

na Taberna 1300, a 27 de abril de 2012

tchi-tchin! à vitela barrosã e ao monte cascas, ao toucinho com pão e ao vinho direto do pipo. tchin-tchin!





" Talvez viver seja isto,
isto precisamente

Um ovo estrelado com pão
uma taberna sob impiedosa trovoada
quando a cidade anoitece e se ouve
qualquer relato decerto importante
em que o herói se chama Sporting
(...)

E talvez viver seja isto, a cruel poesia
dos tóneis, o mármore de balcões engordurados,
este morrer
de um modo gentil, quase despercebido.

Não importa quem lembra as tabernas
que lentamente se apagam
os versos tristes que as cantam" ~ mdf


' tudo é tempo, e tempo é tudo / tudo é tempo, e tempo é nada '

 no Pois Café, a 22 de abril de 2012



" (...) Óculos escuros
 Na parede, na parede, na parede do meu sonho
 Ela pintou alegria
 Arrumou tudo em mim
 Café com pão é bom "
- Caetano e Jauperi


7 de maio de 2012

' apeishonei-me aqui '

no Peisheirada, em março de 2012

acontece. aqui. ali. acolá. noutro sitio qualquer.
 acontece. ontem. hoje. amanhã. noutro tempo qualquer.


 " (...) Atirei um limão n’água.
 Foi tamanho o rebuliço
 que os peixinhos protestaram:
 Se é amor, deixa disso. " - cda